Que a alimentação oferece sustento e nutrição para o crescimento e desenvolvimento todos nós sabemos. Porém muitas vezes nos esquecemos do quanto ela pode nos conectar social e emocionalmente. A alimentação é um processo muito mais complexo do que parece para algumas pessoas. Por ser uma experiência multissensorial, vários aspectos podem estar interferindo. E ao invés de ser fácil e parte da rotina diária, as refeições podem se tornar estressantes tanto para as crianças como para os cuidadores. Ao mesmo tempo, pode estar restringindo a participação da criança nas refeições em família ou em outros contextos.
Padrões de aceitação de alimentos são influenciados pela nossa cultura, por questões biológicas e por experiências individuais, sem contar o repertório e alimentação oferecida em casa. Mas você sabia que para uma alimentação adequada e prazerosa, vários sistemas sensoriais e sistemas motores devem estar envolvidos e funcionando de maneira adequada e coordenada? Pode não ser apenas birra da criança e ela que é “chata pra comer”?
Abaixo seguem alguns sinais que a criança pode apresentar que geram alertas para uma avaliação mais minuciosa.
Você já identificou alguma dessas situações?
– Dificuldade de tolerar texturas;
– Sensibilidade ao cheiro, gosto, temperatura, aspecto do alimento;
– Percebe ou reclama quando alimento familiar parece diferente do usual;
– Se recusa a tocar ou provar certas texturas de alimentos;
– Pode apresentar respostas como mudança de respiração, sudorese, esgasgo, olhos lacrimejados, pupilas dilatas e mudança de cor (pálida);
– Não quer virar a cabeça para beber;
– Não tolera cadeirões;
– Não para quieto para comer;
– Levanta da cadeira a todo momento;
– Pode apresentar comportamento inadequado a quem está tentando alimentar;
– Limpa a mão com frequência;
– Criança nauseia ao ver ou experimentar alimentos;
– Dificuldade de manejar o alimento na boca;
– Pode babar, morder sua bochecha ou engolir a comida antes de mastigar completamente;
– Enche muito a boca com alimentos;
– Preferência limitada a texturas crocantes ou pastosas;
– Preferência e limitação por temperaturas frias ou quentes;
– Pode não notar sujeira no rosto;
– Nota e se incomoda demais com comida no rosto;
– Prefere sabores mais intensos, inesperados para a sua idade;
– Não apresenta postura adequada na alimentação;
– Parece não saber o que fazer quando o alimento está na boca;
– Dificuldade de levar o alimento até a boca;
– Dificuldade de manejo de talheres.
A lista é enorme e não para por aqui…
Se você identificou algumas dessas situações com seu filho, possivelmente uma avaliação terapêutica-ocupacional com enfoque na Terapia de Integração Sensorial pode te auxiliar. Estamos à disposição para tirar suas dúvidas e tentar te ajudar nesse momento tão importante para o desenvolvimento do seu filho.