Terapeuta ocupacional
Carla Maria
Carla costuma dizer que foi a Fonoaudiologia que a escolheu, ou melhor, foi o marido quem deu o empurrãozinho. Quando percebeu que a profissão anterior não estava funcionando em Curitiba, ele a incentivou a recomeçar. E foi aí que ela se jogou nos estudos novamente e, entre as opções, acabou encontrando sua vocação na Fono.
Desde então, trilhou um caminho cheio de aprendizados e bons momentos e mesmo sem focar em um perfil específico, Carla encara cada novo paciente como um convite a entender o outro de forma única. Afinal, para ela, nenhuma abordagem serve para todo mundo: cada criança precisa de uma escuta própria, de estratégias que façam sentido para aquela demanda, naquele momento.
Ela acredita que as pequenas conquistas são as que mais marcam, como quando uma criança entende a função de um objeto, ou começa a se comunicar de forma funcional, seja pela fala ou por meio de um sistema de Comunicação Alternativa (CAA).
E se tem uma história que emocionou Carla, foi a entrega de um comunicador com fotos dos amigos de escola. O paciente chorou de emoção. E ela, claro, chorou junto. Era um sistema de baixa tecnologia, mas de altíssimo impacto emocional. Ali, mais do que um recurso, estava a prova de pertencimento e conexão.
Fora da clínica, a Carla é feita de afetos simples e essenciais: gosta de estar com a família, viajar, ler, correr, e não abre mão de um docinho no fim do dia.
E se alguém disser que ela parece brava, já fica o aviso:
“É só a casca. Por dentro, sou uma flor.”
E quem convive, sabe que é verdade.
Ah, e se precisarem de alguém para resolver qualquer coisa, é só chamar a Carla. Pau pra toda obra. Literalmente.