Terapeuta ocupacional
Kétura Ferreira
Para a Kétura, ser terapeuta ocupacional é mais do que uma profissão, é uma forma de viabilizar descobertas, ampliar possibilidades e transformar o cotidiano das crianças. Ela sempre foi movida pela busca do fazer possível, do realizar no detalhe, na construção silenciosa que acontece com afeto, presença e criatividade.
Sua trajetória até aqui foi, como ela mesma diz, desafiadora e muito feliz. Dentro da clínica, ela atua principalmente com crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizando como base as abordagens de Integração Sensorial de Ayres e Conceito Bobath, combinando técnica e sensibilidade em cada plano de intervenção.
Seu “xodó”? A Neuropediatria. Para ela, trabalhar com crianças é também reconectar-se com um mundo que, aos poucos, vamos perdendo de vista quando crescemos. E trabalhar com crianças neurodivergentes é uma chance constante de reinventar formas de brincar, aprender e viver com mais liberdade.
O que mais a marca não é uma história específica, mas uma filosofia: “Enquanto há profissionais que se realizam em grandes feitos como cirurgias, contratos ou causas ganhas, nós nos realizamos quando uma criança faz contato visual, aprende uma nova brincadeira ou adquire independência para comer sozinha.”
E falando em conquistas, duas recentemente tocaram seu coração: ver um paciente comer sozinho pela primeira vez.
E a chegada da sua filha, Lívia, um novo capítulo cheio de amor, entrega e (re)descobertas.
Fora da clínica, Kétura é inteira onde importa: com a Lívia, com a família, com os amigos, na igreja e nas pequenas alegrias de uma boa viagem ou um bom almoço fora. Tudo isso alimenta seu olhar prático, curioso e cheio de boas ideias para enfrentar os desafios do dia a dia com criatividade e fé no processo.